Campanha global defende escolha menos elitista para chefe do FMI

Recentemente, um escândalo emergiu na mídia mundial sobre a prisão do Diretor Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn (DSK), acusado de agressão sexual a uma camareira de um hotel de luxo em Nova York (ver aqui). Com isto, formaram-se rapidamente expectativas de que deverá se encerrar abruptamente a carreira de DSK como político francês e como chefe do FMI.

Ao mesmo tempo, o acontecimento precipitou o surgimento de discussões sobre a substituição de DSK no FMI. O prestigiado Wall Street Journal defendeu que o posto de Strauss-Kahn deve ser dado a um representante de países emergentes (ver aqui). O governo brasileiro, ao que tudo indica, cobiça o posto, ou ao menos quer que o cargo deixe de ser controlado pelo G7 (ver aqui).

Paralelamente, a sociedade civil lançou uma campanha global para que seja adotado um processo menos elitista de escolha do diretor do FMI (ver materiais diversos aqui). Qualquer interessado pode se unir a esta campanha.

De fato, não há por que manter um processo elitista e excludente para fins da escolha de quem ocupará o cargo em questão. O controle político de órgãos multilaterais como o FMI e o Banco Mundial deve ser plural. Manter o caráter elitista de tal processo é continuar a favorecer a concentração de autoridade nas mãos de poucos em matérias de políticas públicas e política econômica que atravessam fronteiras territoriais e afetam a vida (e a fruição de direitos — ver exemplos aqui) de praticamente todos os cidadãos do planeta.

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