Capitalismo do futuro

Dada a crise financeira e econômica que tem se aprofundado a partir da “bolha” desenvolvida no mercado imobiliário dos Estados Unidos (EUA),  muito tem se discutido recentemente sobre como deverá ocorrer a reconfiguração do capitalismo. Há quem considere — e critique — o que enxergam ser uma nova forma, mais sofisticada, de protecionismo, embutida em vários dos pacotes de estímulo, entre os quais se destaca o dos EUA (ver também aqui).

Apenas defender idéias liberais que mal se diferenciam do que vinha sendo praticado, contudo, não aponta para inovações, que parecem emergir por meio ou à margem de muitos dos pacotes adotados. Um exemplo seria o estímulo à área de energias alternativas, com a criação de práticas econômicas “verdes”. Mas as práticas “verdes” — associadas em especial à produção de energia limpa, automóveis e construções energeticamente eficientes e mudanças de inúmeros processos e tecnologias “neutras” do ponto de vista da emissão de gases de efeito estufa — são apenas parte das transformações que parecem estar em curso.

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Um interessante conjunto de idéias sobre como o cenário empresarial tem se modificado e tende a evoluir foi apresentado pelo consultor Umair Haque (também diretor do Havas Mieda Lab e colaborador da Harvard Business Publishing)  em um evento ocorrido recentemente em Estocolmo. Em sua apresentação sobre o que chama de “Capitalismo Construtivo”, Haque procura descrever como será o capitalismo do futuro. Resume seus prognósticos por meio da formulação de 10 “leis” do “capitalismo construtivo”  e oferece diversos exemplos de como essas leis têm sido seguidas por algumas empresas. Dentre tais “leis” (que podem ser visualizadas na foto acima), talvez valha a pena destacar as seguintes: “A competição é uma prática obsoleta”; “Conexões, não transações (devem ser valorizadas); “Criatividade, não produtividade”; “Resultados, não rendas (outcomes, not incomes)”; e “A próxima revolução é institucional”.

Tais idéias apontam para um conjunto de práticas que valorizam a sustentabilidade, a criatividade, as mudanças institucionais e a cooperação, no lugar da ganância, da competição, da coerção e da repetição. Tais temas, evidentemente, interessam aos juristas que se preocupam em vislumbrar que mudanças no direito seriam ou serão necessárias para impulsionar semelhantes transformações na economia em um capitalismo do futuro.

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Veja neste blog a matéria correlata:

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