Supremo paraíso

O jornal The Washington Post, em matéria de abril de 2007, registra que, ao menos para os americanos, as Ilhas Cayman tornaram-se o supremo paraíso (fiscal) sobre a terra.

Segundo o jornal, em 2006, contribuintes americanos detinham 1,34 trilhões de dólares em paraísos fiscais mundo afora (um valor aproximado ao do PIB do Brasil). Só nas Ilhas Cayman, essa cifra foi de 822 bilhões de dólares naquele ano. Essa jurisdição, segundo o jornal, tem pouco mais de 45 mil habitantes, porém 7 mil fundos mútuos registrados e 70 mil domicílios fiscais de empresas estrangeiras (offshore companies).

De acordo com o jornal, se, há algum tempo, aplicar dinheiro em paraísos fiscais era coisa para grandes empresas, hoje, é assunto relativamente simples. Custa menos de mil dólares abrir uma “empresa” via internet — e é legal. Mas será justo?

É provável que, sem os paraísos fiscais, muitas das injustiças e abusos praticados por diversos grupos de interesse — e que parte da imprensa atribui genérica e difusamente à “globalização” anônima — poderiam mais facilmente ser prevenidos.

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Veja neste blog a matéria correlata:

  

2 Responses to Supremo paraíso

  1. […] e direitos humanos — foi a expansão do uso de paraísos fiscais no mundo (ver matéria aqui; ver também critérios da OCDE para a identificação de paraísos […]

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