Novembro 16, 2009
Recentemente foi publicado um artigo de Paulo Mattos sobre a compatibilidade entre a política industrial (PI) e a política brasileira de defesa da concorrência (PDC).
O artigo traz argumentos interessantes e constitui um veio a ser explorado, inclusive enquanto alternativa ao que Calixto Salomão Filho descreveu como “tediosas discussões sobre eficiência”, que dominam o campo da PDC nos Estados Unidos (EUA) e na Europa (ver “A Paralisia do Direito Antitruste”, Revista do IBRAC, vol. 16, no. 1, 2009). Se, no Brasil, os padrões dos EUA e da Europa foram importados e continuam a ser reproduzidos por “colonização” (o termo é de Luis Fernando Schuartz, que se refere à Leia o resto deste post »
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Desenvolvimento, Direito antitruste |
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Escrito por marcusfaro
Agosto 29, 2009
As relações entre as disciplinas do direito e da economia podem adquirir várias configurações. Na área do “direito antitruste”, a jurisprudência da common law deu os primeiros passos, tendo como pano de fundo ainda o debate de idéias entre o jeffersonianismo e o hamiltonianismo. Em seguida, no direito antitruste, desenvolveram-se abordagens baseadas em análises econômicas das escolas de Harvard (anos 1960-1970) e Chicago (a partir de finais dos anos 1970). O campo permanece, em grande medida, dominado pela abordagem econômica da escola de Chicago.
Em outros campos, durante cerca de três décadas após a Segunda Guerra Mundial, desenvolveu-se o Direito Econômico como Leia o resto deste post »
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Desenvolvimento, Direito antitruste, Law and Economics, Pesquisa em direito, Pluralismo institucional, Psicologia, interdisciplinaridade |
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Escrito por marcusfaro
Julho 18, 2008
Aceitar, sem mais, que mercados perfeitos existem, ou podem permanecer como “modelo” normativo absoluto, para que a economia seja governada e conduza a resultados benéficos para todos igualmente é sem dúvida um exagero. A matéria é controvertida no mundo todo e já foi abordada neste blog (ver, por exemplo, aqui).
A noção de que os governos necessitam de algo mais — um suporte de idéias e instituições correspondentes – que os ajude a conduzir a economia para o crescimento eqüitativo e a competitividade internacional parece novamente ganhar fôlego no Brasil com base em percepções de vários atores e grupos locais.
Assim, por exemplo, Leia o resto deste post »
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Desenvolvimento, Direito antitruste, Direito e macroeconomia | Etiquetado: cepal, política industrial |
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Escrito por marcusfaro
Junho 23, 2008
Em artigo com o título “Supreme Court Inc.” [Suprema Corte S.A.], publicado em 16 de março de 2008 na New York Times Magazine (ver aqui), o professor Jeffrey Rosen, da George Washington University, descreve as relações entre (a) posições da Suprema Corte dos Estados Unidos e seus juízes e (b) a atuação de empresários, especialmente por meio da entidade de classe United States Chamber of Commerce – USCC (talvez comparável em diversos aspectos à Confederação Nacional da Indústria – CNI, no Brasil, ou à CBI na Inglaterra).
Segundo o relato de Rosen, a Suprema Corte dos EUA tornou-se um campo em que disputam grupos de pressão com interesses econômicos opostos: de um lado, grupos de ativistas como a organização Public Citizen, criada pelo advogado Ralph Nader; de outro lado, grupos de empresários, em especial a USCC. E ambos lados adotam estratégias sofisticadas e fazem lobby. A USCC, por exemplo, gastou US$ 21 milhões em atividades de lobby em 2007, de acordo com Rosen. Para mais dados sobre gastos com lobby nos EUA, ver aqui (citado pelo New York Times).
Neste contexto, as inclinações dos juízes parecem importantes. Conforme ressalta Rosen, Leia o resto deste post »
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Direito antitruste, Direitos Humanos, Responsabilidade civil | Etiquetado: tribunais+política |
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Escrito por marcusfaro
Março 15, 2008
Quais devem ser os principais objetivos de regras de interesse público mediante as quais setores de infra-estrutura são regulados?
Já foi dito neste blog (ver aqui) que uma das desvantagens do modelo de regulação com base em “agências reguladoras independentes”, tais como as que foram criadas no Brasil a partir da década de 1990, é a tendência de que essas entidades dêem prioridade absoluta à manutenção do chamado “equilíbrio financeiro” dos contratos de concessão. Tal prioridade significa valorizar, decisivamente acima de outros, o objetivo de assegurar um retorno ao capital privado investido. Não é claro que esta orientação seja a mais justa, ou a melhor igualmente para todos os interessados.
Nesse sentido, vale a pena atentar para o que foi registrado no “Relatório da Ouvidoria da Anatel” [Agência Nacional de Telecomunicações], cobrindo o ano de 2007 (agradecimentos a Gabriel Laender pela indicação). O relatório foi publicado há pouco mais de dois meses. Eis o que o documento enfatiza a esse respeito: Leia o resto deste post »
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Escrito por marcusfaro
Outubro 22, 2007
Há pouco mais de um mês, o Tribunal de Primeira Instância da União Européia rejeitou um recurso que a Microsoft havia oferecido contra uma decisão da Comissão Européia, de 2004. Nesta decisão de 2004, a Comissão havia condenado a Microsoft pela prática de condutas anti-concorrenciais, que permitiram à empresa permanecer em posição dominante, ou conquistá-la, no mercado de programas para computadores (softwares).
Tais práticas, caracterizadas como abusivas pela União Européia (UE), referiam-se : Leia o resto deste post »
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Direito antitruste | Etiquetado: microsoft |
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Escrito por marcusfaro